segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

O MOSTEIRO [DE SANTA MARIA DA VITÓRIA] DA BATALHA


Vimos a beleza extrema do Mosteiro da Batalha. Estas imagens servem para que todos gostemos ainda mais. A primeira é um vídeo simples que está no YouTube; mas a segunda (que se esconde por debaixo do sublinhado) permite grande interacção. Abram a página e escolham "visita virtual" e depois brinquem com o rato, fazendo deslizar as imagens e tudo quanto vos apetecer. Depois digam alguma coisa.



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Nota: para ver a segunda proposta é preciso ter acesso ao "Google Earth". Peçam autorização aos vossos pais para o descarregarem a partir desta página. É gratuito.




PADRÕES DOS DESCOBRIMENTOS

São tantas as marcas Portuguesas pelo mundo!

Para assinalar as terras descobertas, os navegadores portugueses colocavam padrões que, além de indicarem a autoria, serviriam de ponto de referência, àqueles que ali chegassem nas viagens seguintes.

Eis dois exemplos:







O primeiro é o padrão de Santo Agostinho, colocado por Diogo Cão no Cabo de Santa Maria em 1482. Actualmente está na sociedade de Geografia de Lisboa. Nele pode ler-se a seguinte inscrição:

"Era da criação do Mundo de 6681 anos, do nascimento de Nosso Senhor Jesus de 1482 anos, o mui alto, mui excelente poderoso príncipe, el-rei D. João II de Portugal mandou descobrir esta terra e pôr estes padrões por Diogo Cão, escudeiro da sua casa".


O segundo exemplo é uma reconstituição (também presente na S. Geografia) do padrão de S. Gregório, colocado por Bartolomeu Dias no Penedo das Fontes (False Island), em 12 Março de 1488.




Mas outras marcas foram ficando.
Diogo Cão, seguindo as ordens de D. João II, pretendia encontrar uma passagem, por África, entre o Oceano Atlântico e o Oceano Índico. Sabemos que tentou isso, navegando pelo rio Zaire, descobrindo o Reino do Congo. Nessa viagem, ele e seus companheiros desembarcaram e deixaram a marca da sua presença nas pedras de Ielala, ou seja, o limite navegável do rio. Estávamos em 1485. Eis a inscrição onde pode ler-se o seguinte texto:

Aqui chegaram os navios do esclarecido rei Dom João o segundo de Portugal: Diogo Cão, Pedro Anes, Pedro da Costa
Noutra rocha lêem-se, em grupos, outros nomes: Álvaro Pires/ Escolar; Antão; João de Santiago; Diogo Álvares (com uma cruz em cima) e, ainda noutra, Gonçalo Álvares, nome que aparece repetido a seguir a uma cruz e à expressão da Doença, escrito, certamente, para assinalar a sua morte.

Fica aqui uma fotografia recente da pedra de Ielala:



A aventura e o desejo de servir el-rei andaram sempre de mãos dadas com a morte, nesta empresa dos Descobrimentos!

quarta-feira, 19 de março de 2014

ARQUITECTURA MANUELINA

A arte manuelina desenvolveu-se em Portugal em finais do séc. XV e início do séc. XVI, sobretudo durante o reinado de D. Manuel I, rei de quem deriva o nome do estilo.
Vimos, na aula, que o manuelino utiliza elementos de outros estilos a que associa uma decoração muito original. Essa ornamentação é profusa e exuberante.

A decoração manuelina serve-se, essencialmente, da simbologia (heráldica) régia associada a D. Manuel I: esfera armilar; cruz de Cristo; coroa régia; escudo. Associa, ainda, numerosos elementos vegetalistas além de outros que costumamos relacionar com os Descobrimentos (cabos náuticos).

A arte manuelina gosta do espaço preenchido. De destacar que também os fustes das colunas são alvo dessa decoração (repara, por exemplo, nas colunas do mosteiro dos Jerónimos). Usa-se, frequentemente, a coluna torsa (ver imagem da Sé da Guarda).

Eis, agora, algumas imagens de obras-primas da arquitectura manuelina:

Igreja dos Jerónimos
. Repara no belíssimo efeito decorativo provocado pelas colunas e arcaria.


Esse efeito está bem patente nesta belíssima fotografia da autoria do vosso professor de EV, Dr. Raul Coelho (ver aqui).......
À esquerda: claustro de D. João III (Convento de Cristo em Tomar). Ao fundo, estilo manuelino; à frente, estilo clássico renascentista. Compara os dois estilos e perceberás melhor as diferenças.

À direita: o mesmo espaço fotografado de outra perspectiva.


Convento de Cristo em Tomar: fachada da sala do capítulo. Esta fotografia foi
retirada daqui









Interior da Sé da Guarda. Repara na coluna torsa.












Foram vários os arquitectos ligados ao estilo manuelino, mas destacam-se:
Diogo Boitaca (Igreja de Jesus em Setúbal; Mosteiro dos Jerónimos, etc.);

Mateus Fernandes (Capelas Imperfeitas do Mosteiro da Batalha);

Diogo Arruda (Convento de Cristo em tomar);

João de Castilho (Capela-mor da sé de Braga; Mosteiro dos Jerónimos)

Nota: uma breve pesquisa pela internet fornece numerosas imagens de edifícios de estilo manuelino. Sobre a Igreja dos Jerónimos, para que percebas melhor a relação com a função religiosa, aconselho que visites a página da Paróquia de S.ta Maria de Belém (clica nas palavras).

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

VENTOS



Entra aqui para melhor compreenderes as dificuldades da navegação à vela.


segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

DOBRAGEM DO CABO BOJADOR


Antes de mais, caros amigos, vamos lembrar-nos do que era o Mundo conhecido no início do séc. XV, para tentarmos perceber a dimensão da coragem de quem se atreveu a enfrentar o desconhecido e para nos não rirmos dos medos de quem se não atreveu. Para isso apresento-vos um mapa já vosso conhecido mas que, aqui, podeis ver em tamanho grande (basta clicar sobre a imagem)


Que salta à vista? O desconhecimento!Provavelmente, sabemos hoje mais sobre o Universo do que sabíamos sobre a Terra no Séc. XV! Mas houve quem se não conformasse em não saber e houve quem se vestisse de coragem e avançasse. Todos somos devedores desses Homens. E eram portugueses! Escutemos a voz do tempo, que é a do cronista Gomes Eanes de Zurara:

[O Infante D. Henrique] tinha vontade de saber a terra que ia além das ilhas Canárias, e de um cabo que se chama do Bojador, porque até àquele tempo, nem por escritura nem por memória de nenhuns homens, nunca foi sabido determinadamente a qualidade da terra que ia além do dito cabo.

(…) E porque o dito senhor quis disto saber a verdade (…) mandou contra aquelas partes seus navios, para haver de tudo manifesta certidão, movendo-se a isso por serviço de Deus e del-Rei D. Duarte seu senhor e irmão, que àquele tempo reinava. E esta até que foi a primeira razão de seu movimento.

(…) O Infante (…) começou de aviar seus navios e gentes, (…) mas tanto que para lá enviasse muitas vezes (…) homens [treinados na guerra], nunca foi algum que ousasse de passar aquele cabo do Bojador para saber a terra de além, segundo o Infante desejava.

(…) «Como passaremos – diziam eles – os termos que puseram nossos pais, ou que proveito pode trazer ao Infante a perdição de nossas almas juntamente com os corpos? (…) É claro – diziam os mareantes – que depois deste Cabo não há gente nem povoação alguma; a terra não é menos arenosa do que os desertos da Líbia, onde não há água, nem árvore, nem erva verde; e o mar é tão baixo, que a uma légua de terra não tem de fundo mais do que uma braça. As correntes são tamanhas, que navio que lá passe, jamais poderá tornar? (…)»

E finalmente, depois de doze anos, fez o Infante armar uma barca da qual deu capitania a um Gil Eanes seu escudeiro, (…) o qual seguindo a viagem dos outros, tocado daquele mesmo temor, não chegou mais que às ilhas de Canária, donde trouxe certos cativos com que se tornou para o reino. E foi isto no ano de Jesus Cristo de mil quatrocentos e trinta e três.

Mas logo no ano seguinte, o Infante fez armar outra vez a dita barca, e, chamando Gil Eanes de parte, o encarregou muito que todavia trabalhasse de passar aquele Cabo (…) como de feito fez, menosprezando todo o perigo, dobrou o Cabo a além, onde achou as coisas muito pelo contrário do que ele e os outros até ali presumiam.
– « E porque, senhor, – disse Gil Eanes –, me pareceu que devia trazer algum sinal da terra (…) apanhei estas ervas que aqui apresento a Vossa Mercê, as quais nós em este reino chamamos rosas de Santa Maria».

E acabado assim o recontamento de sua viagem, fez o Infante armar um barinel, no qual mandou Afonso Gonçalves Baldaia que era seu copeiro, e assim Gil Eanes com sua barca, mandando que lá tornassem outra vez, como de feito fizeram e passaram além do cabo cinquenta léguas, onde acharam terra sem casas e rastro de homens e de camelos.

Gomes Eanes de Zurara, Crónica de Guiné, cap. VII-IX







RESPONDE,UTILIZANDO PALAVRAS TUAS:

1 – Quem é o responsável por tomar a iniciativa dos Descobrimentos?

2 – Enumera os motivos que o Infante D. Henrique tinha para mandar avançar mar dentro.

3 – Enumera os motivos que eram apresentados ao Infante para se não avançar para lá do Cabo Bojador.

4 – Quem eram os homens enviados pelo Infante?

5 – Quantas tentativas foram feitas para dobrar o Cabo Bojador?

6 – Quem dobrou o Cabo Bojador? Em que data?

7 – Como se dizia que seria a terra além do Bojador?

8 – Como era a terra que foi descoberta?

9 - Quem fez a segunda viagem? Em que data? Com que navios? Até onde se descobriu, sabendo-se que a légua marítima corresponde, mais ou menos, a 5Km?

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Nota: Já agora, ficas a saber que os navegadores da segunda viagem chamaram Angra dos Ruivos à baía onde desembarcaram. Deram-lhe esse nome devido ao grande número desses peixes (os ruivos) que lá existiam.

terça-feira, 12 de março de 2013

PINTURAS DE GRÃO VASCO

Tal como vos tinha dito, vamos trabalhar conjuntamente os temas de História e de Educação Visual. Para tal, e para não precisarem de procurar muito, publico aqui três pinturas de Grão Vasco (Vasco Fernandes). A primeira já a tinha publicado no artigo sobre a pintura do Renascimento, por isso, só não conhecem as restantes. E são uma maravilha, como podem constatar!

Bom trabalho!

Vasco Fernandes, S. Pedro

 Vasco Fernandes, Natividade

 Vasco Fernandes, S. Paulo

Vasco Fernandes, Criação dos Animais

segunda-feira, 4 de março de 2013

A ESCULTURA DO RENASCIMENTO


Também os escultores renascentistas se inspiraram directamente nos modelos clássicos. As suas figuras – nomeadamente a figura humana – são representadas de forma harmoniosa e com um realismo notável para o qual contribui o estudo profundo da anatomia. Tal estudo revela o desejo de perfeição que estes escultores sempre almejaram alcançar.



É igualmente da Antiguidade Clássica que se recupera a representação do nu humano e as figuras equestres.



Ghiberti e Donatello são dois nomes grandes da escultura renascentista, mas foi com Miguel Ângelo que ela atingiu um grau de perfeição dificilmente alcançável. Repara no dinamismo, no vigor ou no dramatismo que este artista admirável consegue imprimir a todas as suas obras!




Ghiberti: Portas do Paraíso








Agora vou calar-me porque quero, apenas, que te deixes encantar pelas imagens. Já sabes: para ampliar é só clicar sobre as figuras.






Donatello: David.................................................. (David: pormenor)







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"foi Miguel Ângelo quem a fez"


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Miguel Ângelo: Escravo(inacabado) ............ Miguel Ângelo: Escravo

Posso propor um exercício? Que tal, se comparassem as representações de David feitas por Miguel Ângelo e por Donatello? Quereriam ambos representar o mesmo aspecto da personagem?Nota: para quem se não lembra, recordo que David foi o pequeno israelita que derrotou o gigante Golias com uma funda e que, depois, se veio a tornar no mais importante rei de Israel.