segunda-feira, 26 de setembro de 2016

ILUMINISMO: DOCUMENTOS NECESSÁRIOS

1
As nossas esperanças no futuro da humanidade podem resumir-se aos seguintes três pontos importantes: a abolição da desigualdade entre as nações, o progresso da igualdade entre as pessoas e o aperfeiçoamento do ser humano.
Chegará o momento, em toda a Terra, em que o Sol apenas iluminará homens livres, sem outro senhor que não seja a sua própria razão (…). Podemos instruir o povo e transmitir-lhe os conhecimentos necessários (…). Cada um conhecerá os seus direitos e será senhor de si próprio. A instrução (…) contribuirá para corrigir a desigualdade (…) e fará acelerar o progresso daas ciências e das artes.
Condorcet, Quadro Histórico dos Progressos do Espírito Humano,  1793

2
Todos os homens são naturalmente livres. Aqueles que, graças ao poder, ao nascimento ou à riqueza, beneficiam de privilégios, devem tratar os outros como iguais, evitando humilhações e exigências despropositadas. A violação deste princípio é que originou a escravidão. (…)
Nenhum homem recebeu da Natureza o direito de dirigir os outros. A liberdade é um presente do céu, e cada indivíduo tem o direito de a utilizar como entender, tal como utiliza a razão. (…) O poder que se baseia na violência não é mais do que uma usurpação e só durará enquanto durar a força do usurpador e a submissão dos dominados. Quando estes sacodem o jugo e expulsam o tirano fazem uso de um direito legítimo. (…) O príncipe recebe dos seus súbditos a autoridade que exerce sobre eles.
Diderot, «Liberdade» in  Enciclopédia (1751)
  
3
Existem, no Estado, três poderes: o poder legislativo, o poder executivo e o poder judicial. (…) Quando, na mesma pessoa ou na mesma instituição se reúnem o poder legislativo e o poder executivo, não existe o mínimo de liberdade, pois que quem faz as leis é o mesmo que as aplica. E, se as leis são tirânicas, serão aplicadas de forma tirânica. Igualmente não existirá liberdade se o poder d julgar não estiver separado dos outros poderes.
Montesquieu, O Espírito das Leis (1748)

4
O homem nasce livre e senhor da sua própria vontade e não pode ser governado por quem quer que seja sem o seu próprio consentimento. Decidir que o filho de um escravo nasce escravo é decidir que ele não nasce homem. (…).
Na sociedade, a minoria deve submeter-se à vontade da maioria (…). As decisões que devem prevalecer são aquelas que representam a vontade geral (…). É verdade que cada um, quando vota, exprime a sua própria vontade. Mas é do número total de votos que resultará a vontade geral. Se o resultado geral não estiver de acordo com a minha vontade, isso significa apenas que a maioria está em desacordo comigo e que eu me devo submeter. Nem por isso deixarei de ser livre.

Jean-Jacques Rousseau,  O Contrato Social (1762)

Agora, é só preencher a grelha, como combinámos.

segunda-feira, 7 de março de 2016

FICHA DE TRABALHO

Atendendo, aos vossos pedidos, aqui fica a ficha de trabalho. Podem copiar as imagens e colá-las em Word.


quinta-feira, 19 de novembro de 2015

TRABALHO DE PESQUISA

A ajuda prometida está na barra lateral.

Como combinado, aqui deixo os "links" para orientar a vossa pesquisa.

Entrem aqui, aqui, aqui e aqui.

Boa pesquisa!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

O MOSTEIRO [DE SANTA MARIA DA VITÓRIA] DA BATALHA


Vimos a beleza extrema do Mosteiro da Batalha. Estas imagens servem para que todos gostemos ainda mais. A primeira é um vídeo simples que está no YouTube; mas a segunda (que se esconde por debaixo do sublinhado) permite grande interacção. Abram a página e escolham "visita virtual" e depois brinquem com o rato, fazendo deslizar as imagens e tudo quanto vos apetecer. Depois digam alguma coisa.



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Nota: para ver a segunda proposta é preciso ter acesso ao "Google Earth". Peçam autorização aos vossos pais para o descarregarem a partir desta página. É gratuito.




PADRÕES DOS DESCOBRIMENTOS

São tantas as marcas Portuguesas pelo mundo!

Para assinalar as terras descobertas, os navegadores portugueses colocavam padrões que, além de indicarem a autoria, serviriam de ponto de referência, àqueles que ali chegassem nas viagens seguintes.

Eis dois exemplos:







O primeiro é o padrão de Santo Agostinho, colocado por Diogo Cão no Cabo de Santa Maria em 1482. Actualmente está na sociedade de Geografia de Lisboa. Nele pode ler-se a seguinte inscrição:

"Era da criação do Mundo de 6681 anos, do nascimento de Nosso Senhor Jesus de 1482 anos, o mui alto, mui excelente poderoso príncipe, el-rei D. João II de Portugal mandou descobrir esta terra e pôr estes padrões por Diogo Cão, escudeiro da sua casa".


O segundo exemplo é uma reconstituição (também presente na S. Geografia) do padrão de S. Gregório, colocado por Bartolomeu Dias no Penedo das Fontes (False Island), em 12 Março de 1488.




Mas outras marcas foram ficando.
Diogo Cão, seguindo as ordens de D. João II, pretendia encontrar uma passagem, por África, entre o Oceano Atlântico e o Oceano Índico. Sabemos que tentou isso, navegando pelo rio Zaire, descobrindo o Reino do Congo. Nessa viagem, ele e seus companheiros desembarcaram e deixaram a marca da sua presença nas pedras de Ielala, ou seja, o limite navegável do rio. Estávamos em 1485. Eis a inscrição onde pode ler-se o seguinte texto:

Aqui chegaram os navios do esclarecido rei Dom João o segundo de Portugal: Diogo Cão, Pedro Anes, Pedro da Costa
Noutra rocha lêem-se, em grupos, outros nomes: Álvaro Pires/ Escolar; Antão; João de Santiago; Diogo Álvares (com uma cruz em cima) e, ainda noutra, Gonçalo Álvares, nome que aparece repetido a seguir a uma cruz e à expressão da Doença, escrito, certamente, para assinalar a sua morte.

Fica aqui uma fotografia recente da pedra de Ielala:



A aventura e o desejo de servir el-rei andaram sempre de mãos dadas com a morte, nesta empresa dos Descobrimentos!

quarta-feira, 19 de março de 2014

ARQUITECTURA MANUELINA

A arte manuelina desenvolveu-se em Portugal em finais do séc. XV e início do séc. XVI, sobretudo durante o reinado de D. Manuel I, rei de quem deriva o nome do estilo.
Vimos, na aula, que o manuelino utiliza elementos de outros estilos a que associa uma decoração muito original. Essa ornamentação é profusa e exuberante.

A decoração manuelina serve-se, essencialmente, da simbologia (heráldica) régia associada a D. Manuel I: esfera armilar; cruz de Cristo; coroa régia; escudo. Associa, ainda, numerosos elementos vegetalistas além de outros que costumamos relacionar com os Descobrimentos (cabos náuticos).

A arte manuelina gosta do espaço preenchido. De destacar que também os fustes das colunas são alvo dessa decoração (repara, por exemplo, nas colunas do mosteiro dos Jerónimos). Usa-se, frequentemente, a coluna torsa (ver imagem da Sé da Guarda).

Eis, agora, algumas imagens de obras-primas da arquitectura manuelina:

Igreja dos Jerónimos
. Repara no belíssimo efeito decorativo provocado pelas colunas e arcaria.


Esse efeito está bem patente nesta belíssima fotografia da autoria do vosso professor de EV, Dr. Raul Coelho (ver aqui).......
À esquerda: claustro de D. João III (Convento de Cristo em Tomar). Ao fundo, estilo manuelino; à frente, estilo clássico renascentista. Compara os dois estilos e perceberás melhor as diferenças.

À direita: o mesmo espaço fotografado de outra perspectiva.


Convento de Cristo em Tomar: fachada da sala do capítulo. Esta fotografia foi
retirada daqui









Interior da Sé da Guarda. Repara na coluna torsa.












Foram vários os arquitectos ligados ao estilo manuelino, mas destacam-se:
Diogo Boitaca (Igreja de Jesus em Setúbal; Mosteiro dos Jerónimos, etc.);

Mateus Fernandes (Capelas Imperfeitas do Mosteiro da Batalha);

Diogo Arruda (Convento de Cristo em tomar);

João de Castilho (Capela-mor da sé de Braga; Mosteiro dos Jerónimos)

Nota: uma breve pesquisa pela internet fornece numerosas imagens de edifícios de estilo manuelino. Sobre a Igreja dos Jerónimos, para que percebas melhor a relação com a função religiosa, aconselho que visites a página da Paróquia de S.ta Maria de Belém (clica nas palavras).

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

VENTOS



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